sábado, 6 de abril de 2024

Pilatosando

Seg - 22.12.2014

Na passividade 
Da nudez, 
Da fome, 
Da sede, 
Das doença, 
E das prisões 
Dos que NADA TEM,

No abandono 
Total do próximo, 
Como se eterno 
Permanecêssemos,
Coroando-os
Com nossos 
Espinhos. 

Esquecendo que
O Dono do ouro,
Da Prata e de tudo
Que no mundo há,
Nos Presenteia com
O SEU MAIS 
PRECIOSO
BEM:

Que de braços abertos
Vem pra nos abraçar,
E nós, desleixadamente,
O deixamos,
De braços estendidos,
Fixado na cruz, como
Nossos doces cravos.

E a gente, aqui,
Se achando o máximo,
Lavando, 
Mais uma vez,
As mãos,
Com as lágrimas
De nossos sorrisos,

Como
Se fossemos
Dez humanos
E
Não,
Simplesmente,
Desumanos.

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