sábado, 22 de agosto de 2020

Oi, pai.

Dom - 09.08.2020 - 07 h 15 m

No mundo mágico
De pai,
Co-autores da vida
Nos fazemos,
Nos FILHOS que agora somos,
Sentindo o sabor das manhas
Das manhãs e dos amanhãs.

Por estamos,
Na terra do Nunca,
Criança com eles
Aprendemos,
Brincadeiras nos tornamos,
Por saudáveis
Se encontrarem.

Mas, quando a febre vem,
O mundo fica de cabeça
Para baixo,
As noites sem dormir,
Se fazem presentes,
Enquanto a temperatura
Não baixar.

E se hospitalizados estão:
Nossa porta fica sem chave,
As janelas se emperram,
Ficamos sem teto, sem Céu,
Sem sol, sem mar, sem som
Sem sonho, sem sono, sem chão,
Sem nós. 

Quando fora de casa permanecem,
Ligamos e nenhum deles atendem,
Tudo começa de novo,
Angústia se nos vem, se instalando
Por completo em nosso ser,
Em formato de todos os porquês,
Enquanto sem oi pai permanecermos.

Permanecemos mudos, surdos, 
Nesse mundo nulo.
Por Amá-los Intensamente,
Aguardando seus oi, pai, para
Iluminar, de nova, a vida 
De nossas Avenidas, chamada:
Presente Agora Intenso.

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