Qua - 14.10.2020 - 06 h 46 m
ElesSão,
Mais do que se
Possa imaginar:
Farinha do Mesmo saco,
Em grande quantidade,
De péssima qualidade,
Nas farinhadas dos outros.
Saciando seus
Fazedores de votos,
Com seus pirões
Encaroçados,
Resíduos de suas peneiras,
Temperando-os com seus
Cinturões.
ElesSão
Mais do que mora dia:
Em seus auxílios
Diversos financeiros,
Rogando ao são eleitor,
Nas campanhas dos me
Dê votos,
Se fazendo igual a ti,
Bebendo no mesmo copo,
Te vendo debaixo da ponte.
Mas depois de tudo feito,
Eles te verticalizam, te
Deixando sem horizonte, no
Passado futuro de urna, de novo.
Cessado o caça voto,
Sem cassação de
Mandatos,
Senhores de todos se tornam,
Nas mãos duplas, sem contramão,
Com as duas se lavando,
No compasso dos seus, com passas:
Por muitos seres:
Farinha do mesmo
Saco,
Nas
Farinadas
Do
Povo
Excelente! Show! O poeta, com sua capacidade nata de transformar realidades em poemas que revelam a real natureza da sociedade.
ResponderExcluirQue bom, lê-lo, poetizando.
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