Dom - 25.10.2020 - 10 h 13 m
O tempo é uma página,
Sempre em branco,
Que eu escreverei,
Com tintas sentimentalizadas,
Enquanto
Deus
me for
Sopro.
E nesse sopro,
Orquestrado,
Sem intervalo,
Vou perdendo,
O quê não ganhei,
Vou ganhando
O quê eu já perdi,
Sem querer ser
Adulto,
Quando adolescente
Fui,
Sem Lamentar os
Quinze anos,
Agora envelhecidos.
Desse dilema,
Que fiquem longe
Os meus poemas,
Tornando-se tempo,
Na memória humana,
Quando um dia eu deixar
De Existir.
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