Qui - 25.03.2021 - 06 h 37 m
AdemirÁvel versejar
Vi
O mar,
Sem ondas espumar,
Esperando o rio chegar,
Aguardando chuva, que se foi,
Sem saber se depois ela voltará,
Sem o vento pra suas nuvens juntar.
Sem se precipitar, a terra seca ficará,
Os rios deixarão de ser caudalosos,
Sem mar mais se tornarem,
Oceanos logo lagos serão
Lembranças sem lagoas:
Pintando natureza
Morta.
Se
Só atores
E personagens formos
Desse teatro humano apenas,
Se achando dono desse ateliê,
Usando as tinturas dos seus ter,
Pintando O SETE: Arte do seu nada.
Seu nada, que ficará sem o nado,
No dia que a natureza quiser,
Quando em fúrias de Titãs
Ela assim se transformar,
Papéis molhados serei,
Sendo barro,
Novamente.
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