terça-feira, 22 de junho de 2021

Theatro humano

 Qui - 25.03.2021 - 06 h 37 m

AdemirÁvel versejar


Vi

O mar,

Sem ondas espumar,

Esperando o rio chegar,

Aguardando chuva, que se foi,

Sem saber se depois ela voltará,

Sem o vento pra suas nuvens juntar.


Sem se precipitar, a terra seca ficará,

Os rios deixarão de ser caudalosos,

Sem mar mais se tornarem,

Oceanos logo lagos serão

Lembranças sem lagoas:

Pintando natureza

Morta.


Se

Só atores

E personagens formos

Desse teatro humano apenas,

Se achando dono desse ateliê,

Usando as tinturas dos seus ter,

Pintando O SETE: Arte do seu nada.


Seu nada, que ficará sem o nado,

No dia que a natureza quiser,

Quando em fúrias de Titãs

Ela assim se transformar,

Papéis molhados serei,

Sendo barro,

Novamente.

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