Seg - 03.01.2022 - 07 h 57 m
Aqui, o silêncio capta
Os sussurros dos versos,
Assoprados pelas carícias dos ventos,
Estrofes escritas pelo sol,
As melodias da sua complexa
Intimidade com a lua,
Em plena a luz do dia,
Levando consigo as cumplicidades
Interestelares dia dos seus céus:
Tendo o mar como seus deleites
Espumantes; os rios, seus banhos
De água de cheiro delirante;
Seus picos, repousantes de amados,
Após intensas amantes ondas ofegantes,
Iluminados pelos cortantes raios,
Na musicalidade tocado dos seus trovões,
Enamorados por suas montanhas,
No templo, sem tempo,
Agora só deles dois,
Conversando com versos seus,
Nas Ilhas dos seus oceanos,
Os amores dos erros seus,
Que não são teus e nem meus,
Mas apenas é Romeu,
Já dizia Julieta,
Lá, no seu arquipélago, sem istmos,
Descritos por seus vulcões,
Em tsunamis de amores,
Por poetas da vida serem,
Olho do mundo verem,
Em poesia transformando
O agora,
Sem amanhã esperar:
Esperando o melhor
Acontecer:
Em livros, livre também se fazendo,
Com seus sonhos de eterno menino,
Reescrevendo história,
Inserindo-a, sem destino,
Transformando beco, sem saída,
O novo caminho a descobrir,
Rabiscando e se reinventando sempre.
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