Bom dia meu senhor,
Bom dia minha senhora,
Com muito respeito e amor,
Agora chegou a hora
Do nosso bairro se apresentar
Ao povo deste lugar.
Dele fazemos parte,
Sua bandeira, nosso estandarte,
Crianças, jovens e adultos,
Vivam todos sem insultos.
Escutem nossa história,
Cheia de boas memórias.
Nosso bairro começou
Com uns poucos moradores,
Vivendo de agricultura,
Simples belas criaturas,
Sempre sem medos e sem dores,
Com nome Várzea iniciou.
O rio Banabuiú
Foi de grande serventia,
Garantindo à nossa gente
Plantação e água fria,
Mas quando vem a enchente,
Lá se vem nossa agonia.
Com ela perdemos móveis,
Trocamos até de lugar,
Para salvar nossas coisinhas,
Com a ajuda dos vizinhos,
Mas todo dia vamos lá,
Só pra ver água baixar.
Mas no meio à aflição,
Veio-nos Padre Assis Monteiro,
Que com seu amor certeiro,
E sua graça e bênção,
Logo nos fez irmãos,
Amando-nos primeiro.
Foi esse amor Angelical,
Desse homem genial,
Cheio de histórias e astúcia,
Numa homenagem mais do que justa,
Hoje te somos por inteiro,
Bairro Padre Assis Monteiro.
Antônio Fernandes! Pouco se lembra.
Antônio do Padre, Porém,
Apelido que convém,
Ao danado do menino,
Que Padre Assis fez seu mimo,
Morada Nova celebra.
Mãe Rosário, mãe de tantos,
Sinônimo de nascimento,
Na vida se fez parteira,
Entregando-se por inteira,
Sem obstáculos, sem prantos,
Em se fazer de rebento.
Lembrança do Matadouro,
Com suas cores de ouro,
Um quintal contaminado,
E seu curral de lado,
Com os animais pra abate,
À espera de xeque-mate.
Emprego de muita gente
Na festa do bicho morto,
Marretada bem certeira,
Uma sangria perfeita,
Sem idade para tratante,
Nossa carne estava feita.
Os belos banhos de rio,
Ponto turístico ainda presente,
Também serve de alimento,
De pão, suor e lamento,
Do Bairro e de muita gente,
Retratos de bons momentos
O florestal de Tia Helena,
Lindo e arborizado,
Com suas mudas serenas
Sempre lindas e matizadas
Era um lugar de beleza
Dos amantes da Natureza.
O parque da vaquejada, onze de junho deixava
O bairro todo orgulhoso,
Com seus vaqueiros garbosos,
Para derrubar seu touro,
Com seus gibões de couro,
Em sua alegria plena, suas sagas contavam.
Com suas tarrafas, LINO
Pescava peixe e cultura,
O carnaval em fartura,
Sem este ilustre inquilino,
As nossas festas de rua
Ficavam desertas e nuas.
Pois seu boi menino,
Faceiro e fanfarrão,
Era presença esperada,
A percorrer toda cidade,
Encantando todas idades,
Do nosso famoso DOM LINO,
Saudoso Bloco do Lino,
Com seu boi cheio de mimo,
De papangus acompanhados,
Com Zé Bonifácio, de preto Trajado,
Sem falar de seus forrós,
Sem chuva e com torós.
A banca da Perolina,
Com suas mãos de menina,
Não tinha pra ninguém:
Bolo de milho, pé-de-moleque, grudinho
Bolo de batata, broa, Bulinho,
Só ela fazia tão bem.
A Capela, quem diria,
Sonho de todos um dia,
Hoje, com o grupo da paz, virou real.
Porém, a nossa praça,
Aguardando nome está,
Tão linda e cheia de graça.
Monsenhor Pedro, vai se lá,
Mas Dom Lino é bem melhor,
Gente da gente, bem gente,
Vivo em nossa mente,
Ainda muito presente,
Por que não eternizá-lo.
Agora é hora de estudar e ler,
Está a Rodi a nos dizer,
Pois foi lá, onde tudo foi acontecer,
Uma sala na Luiz Terto,
Nossa escola foi seu teto,
Com vinte alunos, e três turnos, certo!
A sala pequena ficara,
Três turnos só não bastaram,
O desejo de ensinar despertava,
Em cem alunos de Rodi se transformaram,
Dona Mima em seu sonho acreditava,
A pequena Rodi, pública estava.
Graças a ti, Rodi! Teu sonho se faz real
Tua persistência Tenaz,
De que só o vencedor é capaz,
Faz Franciné Girão
Doar ao teu bairro natal,
A escola Perboyre Girão.
Personagem da História,
Tomé, Zelinda, Félix Mariano, Julinho,
E outros mais, descobriram no saber
O portal do seu caminho,
Mostrando que ler e escrever,
Faz o homem ser notório.
Assim escrevemos nossa história,
Sem colocar ponta final,
Pois quem sabe faz agora,
Com humanismo cristão,
Sem deixar para amanhã,
O templo de sua hora.
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