terça-feira, 22 de abril de 2025

Retrato

 Qui - 17.04.1980


Era abril, 

Dia 17 do ano de 1906, 

Mas hora não sei bem,  

Uma criança nascia. 


Sua mãe, preste a descansar,

Com seu esposo e a criança,

Foram a sua irmã visitar,

Que encantado, pediu para com ele ficar.


Passado o tempo do resguardo,

Foram buscar o menino.

Sua irmã, mais uma vez,

Pediu para que ele ficasse.. 


O menino para começo 

Foi bom filho e companheiro de sua 

Querida tia Joaninha que vivendo 

De costura, sustentava o molequinho. 


Mas o tempo se passara, nos oito aos 10 

Anos, se bem não me falha a memória, 

O menino fez-se adulto, tornando-se 

Pai e filho de sua amiga Joaninha.


Trabalhando com ardor, 

E o tempo o fez perder sua mãezinha, 

Perda grande e valiosa 

Foi o amor de Joaninha. 


Como as coisas que se perdem, 

Surgem em formas diferentes, 

Sua mãe renascia, de forma bem mais

 Ardente, numa jovem Luzamira.


Agora, homem casado, 

Advindo de seminário,  

E alguns filhos a criar 

As coisas se apertavam. 


No refluxo da maré, as coisas iam e vinham 

E somente com alegria, 

Pude, em 1957,

Fazer parte deste lar. 


Hoje com seus 74 anos, 

Continua como sempre: 

Esposo, pai, amigo e irmão,  

Como pouco neste mundo.

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