Qui - 17.04.1980
Era abril,
Dia 17 do ano de 1906,
Mas hora não sei bem,
Uma criança nascia.
Sua mãe, preste a descansar,
Com seu esposo e a criança,
Foram a sua irmã visitar,
Que encantado, pediu para com ele ficar.
Passado o tempo do resguardo,
Foram buscar o menino.
Sua irmã, mais uma vez,
Pediu para que ele ficasse..
O menino para começo
Foi bom filho e companheiro de sua
Querida tia Joaninha que vivendo
De costura, sustentava o molequinho.
Mas o tempo se passara, nos oito aos 10
Anos, se bem não me falha a memória,
O menino fez-se adulto, tornando-se
Pai e filho de sua amiga Joaninha.
Trabalhando com ardor,
E o tempo o fez perder sua mãezinha,
Perda grande e valiosa
Foi o amor de Joaninha.
Como as coisas que se perdem,
Surgem em formas diferentes,
Sua mãe renascia, de forma bem mais
Ardente, numa jovem Luzamira.
Agora, homem casado,
Advindo de seminário,
E alguns filhos a criar
As coisas se apertavam.
No refluxo da maré, as coisas iam e vinham
E somente com alegria,
Pude, em 1957,
Fazer parte deste lar.
Hoje com seus 74 anos,
Continua como sempre:
Esposo, pai, amigo e irmão,
Como pouco neste mundo.
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