quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Cidade morta

 Qua - 27.06.1979


Um dia eu e os meus 

Antepassados te fizemos  

Surgir do nada, dando-te 

Pouquinho de vida, foi quando 

Nos sentimos gente. 

Demos-te vidas exigidas pelos 

"Seus", que sempre te buscou 

Fazer objeto, em transformar 

Dos teus, meros instrumentos 

Sociais que tornou hereditário 

E até ar de tua vida.


No tempo, tu sempre nos 

Pediste mais, 

só que a maioria dos 5%, 

Além de exigir tudo, tiravam-nos 

Até o nada, fechando-nos, 

Mais ainda, no seu sócio anti

Comunitário, vendo em cada vintém, 

Fúteis seres racionais, coisa advinda de

 Ínfimos salafrários e caóticos indivíduos

 Que prefere o sócio-capital.


Tu continuas a mesma. 

Nem o tempo consegue 

Apagar coisa tão Baixa, 

Que faz teus 70% mulambos,

Ao longo da alternância dos 

Poderes de algumas clãs ou 

Apoiada por esses 

E/ou afugentado os teus filhos, 

Que constituem os 25%, 

Que te deixam, em busca de futuro

Pra depois te fazerem presentes.


Não te culpo, 

Pois não podes 

Te opor contra àqueles 

Que sempre te impõem. 

Pena que és sem recursos, 

Assim dizem os que te exploram, 

Falam que não te cuida, 

E que se fazem de um tudo 

Para permanecerem nadando

No teu nada, com seu velho

E eterno discurso.

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