sexta-feira, 6 de março de 2026

Intimidade

 

Seg - 14.08.1980


Tu que te fazes juízes,

No mundo louco desvairado, 

Supondo o certo e o errado  

No fardo de outras cruzes.  


Tu que não vais além do mundo exterior  

Mas faz-te dono da verdade, 

Condenando quem e os quê  

Sem reconhecer os seus porquês. 


Tu que falas sem queres ouvir, 

Que tudo vês, sem nada enxergar 

Faz do teu próximo um caminho 

E vá com ele a peregrinar. 


Se quiseres os outros conhecer, 

Sai da tua esfera 

E venha ao mundo dos outros mergulhar 

E ouve-os antes de condená-los.

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