Sab - 31.12.88 - 19 h 37
Mano!
Vinte anos nos separam,
Entretanto, poucos dias,
Que não foram dois meses,
Uniram-nos, por toda uma eternidade.
Quando aqui vieste, pela primeira vez,
Trouxeste-me um presente,
Quando vieste em oitenta e sete,
Nada me trazendo, deixaste-me
Tua presença.
Relembro-me, como se agora.
Era quase 13 horas, entramos
No Ouro Verde, para mais uma
Despedida, quando nos disseste:
Este pequeno é demais!
Demais, és tu mano, que mesmo
Diante da morte, sorrias para vida,
No sempre nos dizer que está
Tudo bem, confortando-nos, com
Tamanha convicção, que nos
Fizera sonhar, em oitenta e nove,
Passarmos juntos, teus 52 anos,
Que somente três meses nos
Separavam.
Foi-se o oitenta e oito, contudo.
Não passaste das 22 h e 30 m do
Seu trinta de dezemebro de 1988,
Fazendo-nos mergulhar em tristezas
Profundas.
Porém o teu amor, tua simplicidade
Tua bondade e tudo mais que faz
O Primeiro Galho de nossa
Árvore Genealógica,
Fará de um mero oitenta e oito
Ternas e dóceis recordações vivas
De oitenta e seis e oitenta e sete,
Quando juntos vivemos toda uma
Geração.
Por isso Mano!
Trinta de dezembro
Inexiste.
Tu vives e eternamente
Viverás nas lembranças
De minhas saudades.
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