sexta-feira, 12 de maio de 2017

As mães

Ter - 26.02.1980

Mãe! retorno à tua casa,
E te encontro no teu mesmo canto,
Onde outrora  te disse adeus,
E abençoando-me, sorriste-me, chorando.

Fui-me em ritmo de adeus,
Em busca de minha deusa,
Não te esquecendo mãe! Não te esqueci,
Mas sou do mundo, desde que nasci.

Nove meses, hei de sempre te agradecer,
E como posso eu me esquecer
De uma senhora que só me deu amor,
Se fazendo sempre rosa e flor.

Fui para o mundo, sentir-te mais minha,
Em minha mulher, minha rainha,
Fiz-me pai,
Oh! Mãe! Perdoa!

Mãe! Como sempre te somos vida,
Embora só criança és-nos única querida,
Quisera nossos filhos não crescessem
Ou nunca nos deixassem.

Mas é vida minha mãe!
É vida que quer assim:
Sermos de um tudo para as mães,
E a uma jovem dizer sim.

É vida mamãe!
Ela que também nos diga:
Tê-los com tanto zelos,
Para um dia de despedida.

Agora sei o que meus pais sentiram,
Quando os filhos têm que dizer adeus,
Hoje entendo te encontrar onde te deixamos,
Pois foi lá, que nós também ficamos.

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