Dom - 11.05.1980 - 19 h 17
Sabes, E ver, minha mãe! Que
Mamãe! Outros ainda te têm, faz
Diante da Do meu triste, alegre,
Tua cripta, Alegre que me
Eu me entristeço, Entristece,
Choro e penso, Ao ouvir de voz
Naquele passado, Sempre dizendo
Que não Doces palavras
Esqueço. Maternas.
Quando, O cemitério está cheio,
Criança, E as catacumbas se
Teus braços Tornaram
Eram meu berço, Verdadeiros
Nós dois crescendo, Castiçais,
Fomos amigos Aos sons dos
E conselheiros, Passos dos que
Segredo só Entram e saem,
De nós dois, Dos órfãos
Censuro dos teus Filhos
Sussurros. Sem mãe.
Ao saber que nos Como queria
Separa esse Ouvir o teu silêncio,
Túmulo, Nem que fosse
Eu, aqui, fico Por milésimo
Sem graça, De segundo,
Estremecido no Assim nós dois
Meu mundo nulo, Teríamos
Que teu Um instante
Universo A mais em
Me cala. Nossas vidas.
É insuportável O infinito azul
Abraçar-te Do céu,
No vazio, E as rosas a
É doloroso Enfeitarem
Ter-te Tua campa,
Além do Juntam-se
Infinito, Comigo,
Onde minha Numa canção
Voz em grito, De amor
Chamando Dizendo:
Mamãe! Obrigado, Mamãe!
Mamãe! Pelos abraços
Não passa de Constantes
Um silêncio. Dos teus braços.
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