Sex -16.11.1979
Um dia, dois olhares se fitaram,
No futuro de um eu,
No compromisso de um nós,
Que do meu mundo inexistente,
Fez-me, a cada momento,
Pensar no amanhã,
Sonhado e palpado, no invisível.
Um dia, tornei-me sentenciado
A morrer, como todos, que da
Fecundação, começam a nascer,
Como outros milhões e milhões
De gametas, menos um, fertilizam,
Enquanto 9,9 padecem.
Foram nove meses de escuros
Mais claros de vida,
Que me levaram às décadas de:
Vermelho-branco, verde-preto,
Azul-violeta, em me sentir
Cada outrem.
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