sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Verticalizando

Sex - 05.10.2018 - 08 h 04  m

Não a todos que ama o ódio,
Aterrorizando a dor,
Zerando igualdade  com suas
Indiferenças únicas, com seus
Sorrisos sem lágrimas,
Mutilando corpo e alma, no
Ostracismo, sem saudade.

Também digo não a mim, a você e aos
Outros  que encarnando o poder,
Tiranizam seus quereres inescrupulosos,
Amaciando suas navalhas carnívoras,
Lambendo sangue, com sua nobreza,
Igualando todos ao niilismo,
Trancafiando-os nos seus calabouços,
Aprisionando-os, com seus horrores,
Rastreando-os, dias e noites a
Insensatez de suas cadeias,
Sem chaves, onde o tempo,
MarcaDOR de medo,
Oscila o tic-tac do seu temer.

Feitos pêndulos com lâminas afiadas,
A guilhotinar pescoços, que não são seus,
Conjurando tudo e a todos, Incluindo seu eu,
Impessoalizando todas suas formas verbais que.
Seu ter, em seu cinismo exacerbado,
Mostra, continuamente,
O mundo contaminado do seu nada.

Verticalizando, assim,
Não haverá horizonte...
...E sem horizonte,
Não existirá
Você:
Que  não seja
Eu...

2 comentários:

  1. Em dias sombrios como os atuais, as palavras do poema revelam o abismo em que nos jogaremos. Lembrei o poema de Drummond chamado A noite dissolve os homens.Abraço.

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  2. A tirania do capital...a ganância do homem

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