terça-feira, 6 de novembro de 2018

Mangue

Dom 21.10.2018 - 12 h 03 m

Quantos segredos guardados
Em ti,
Quantos amores jurados
Em vão,
Envolvidos nas camas
Do teu mangue,
Pagos até hoje em vintém

Nas figuras ilustres
Desfigurados,
Sequiosos de desejos
E devaneios,
Dos seus nobres
Cavalheiro, distintos,
Pagando o mesmo tostão.

Entrando cheio
De seu vazio,
Sentindo só cheiro
De si,
Nos seus orgasmos
Inúmeros, inúteis,
Torrando a carne sem preço,.

Rasgando a nudez de
Sua veste humana,
Cobrindo com seus
Mantos  carnais
O pudor lascivo, desmedido
De suas ignomínias
Sem lhe dar nenhum apreço.

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