quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Naimego

Qui - 21.09.2000

Tu, minha grande pequenina,
Cheia de ti, dona de nós,
A reclamar desse pai que não vem,
Fazes-me feliz, em cada regresso meu,
Como se em ti, apenas eu faltasse.

Numa alegria pra lá de apaixonante,
Envolvendo-me em teus pequeninos abraços,
Ficando a me materializar com tuas mãozinhas:
Tocando-beliscando-puxando meu rosto,
No silêncio fascinante-sorridente-perguntável:
De VOCÊ DE NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No colo do pápi, quase vencida pelo sono,
A esquecer de tempo, em me olhar radiante,
Fazendo-me o mais feliz dos paixonantes.
Assim és tu, minha lourinha,
Nas noites de sextas feiras,
Enquanto acordada estiveres,
Sem me dividir com Afio e Gore,
No te embelezar para minha  chegada.

Porém, quando o cansaço da noite te vence,
Fica o protesto:
MÃE! POR QUE ESTE PAI ESTÁ
DEMORANDO TANTO?
CADÊ ESSE PAI QUE NÃO VEM?

Sábado, para variar, cedo estás a acordar,
Sutilmente em nossa cama vais,
Sutilmente vais separar Gore de mim,
No possessivo constante de meu pai,
No me querer de todo instante,
No te fazer presente no suave toc-toc,
Na porta do nosso quarto,
Acompanhado de um mais lindo gracioso
"POSSO ENTRAR".

E assim, rapidamente
Vais te tornando:
Dona de mimmmmm.
Nesse teu jeito:
SAPECA-PEQUENA DE SER
GENTE GRANDE
REPLETA DE NAIANISMO.

NAIANISMO, esse,
Que te faz marcante,
Por onde quer que estejas tu,
Pois é difícil te ver, ao menos uma vezzz,
Para não ficares presente
Na vida de tanta gente,
NETA QUERIDA DA SAUDOSA
VOVÓ LULU.

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