segunda-feira, 13 de junho de 2022

Me digo nos

Sex - 14.12.2018 - 08 h 22 m

No descanso do seu cansaço,
Dormindo, permanece, despreocupado,
Na cama de uma calçada, sem papelão,
Ao relento esquecido,
Ocupando, ali, seu tempo,
Sem buscar culpado,
De sua barba grisalha, sem alento.

No entra e sai de gente
A se alimentar, se desviando
Pra não o machucar.
Sem se acordar e nem ao
Menos se mexer, por mais
Que os roncos de motos e carros
Passem a riscarem asfalto

Não  sei se seu sonho ou pesadelo,
Alguma coisa o fez, de sua inercia, sair.
Mas mesmo assim, continua a dormir,
Pouco se importando com o tempo
Frio que está lá fora, na frenesi
De carros, motos, transeuntes,
Na contramão de sua vida, agora.

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