quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Filho pródigo

Sab – 23-07-2010  - 08h 02m / 11h04m

O outro filho fazia do seu lar
CASA de estranho.
O Filho pródigo disse:
Pai! Dai-me o que é meu.
E nós que filhos somos?
O bonzinho, que promete,
Mas não cumpre;
Ou que diz não,
Mas se arrepende com seu SIM. 

O filho pródigo partiu,
Fazendo de estranhos amigos,
Dissipando seus bens com todos,
Sorrindo pra vida à toa,
Gastando e passando troco,
Até ficar sem um toco,
Permanecendo sem todos e sem poucos
Por não ter investido nada,
Achando que o seu muito era tudo.

Graças ao filho pródigo,
Que se arriscou e partiu, 
O outro com sua parte,
Ficou nas asas do pai,
Sem dissipar seus bens,
Comendo do bom e do melhor
Sem se preocupar com ninguém,                  
Porém, resmungando ficou,
Como se a estranho estivesse.

Distante, sem nada
E se achando sem ninguém
O filho pródigo ganha vida,
Trabalhando numa pocilga.
Desejando matar sua fome
Com as bolotas que os porcos comiam,
Lembrou-se que seu Pai, certamente 
Lhe seria, como era com os seus,
O melhor de seus patrões.

E nós o que hoje Faríamos?
Com certeza ligaríamos,
Como se nada acontecesse:
Coroa mande dinheiro,
Pois o meu acabou faz tempo,
Estou liso, leso e louco,
Assim não posso ficar,
Ou mande alguém me buscar.
Pois é melhor pra nós três.

E assim fez:
Voltou como empregado
E pecador arrependido.
Mas foi recebido como filho querido,
Sem ofensa e sem penitência
Pelo seu Pai amoroso,
Sob o queixume do irmão mais velho.

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