Qua - 17.10.2001
Você! Que enxerga os outros
No espelho da vida;
Enquanto outrem,
Somente, na vida, se espelham.
Você! Que fala ao mundo
A linguagem universal do amor;
Enquanto muitos só conversam
O monólogo do seu nada.
Você! Que sempre escuta
O silêncio do seu irmão;
Enquanto tantos somente ouvem
Os gritos dos seus eus.
Você! Que mesmo aprisionado,
Faz-se vento onde quer;
Enquanto outros, livres,
Tornam-se escravos de si mesmos.
Você! Sensato, humano,
Feliz no Éden de todos,
Cuida, tão bem, de cada rosa,
Como do espinho cuida.
Enquanto OUTROS, MUITOS, TANTOS...
INSENSÍVEIs, DESALMADOs, DESUMANOs...
Mal das rosas cuidam,
Tirando-as dos espinhos que as protegem.
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