segunda-feira, 22 de maio de 2023

Retrato Materno

Dom - 14.05.1995

Mãe, tu és a mais
Sublime obra de Deus,
A maior dádiva divina,
Que nós filhos podemos ter.
Desde o primeiro instante
De nossa existência,
Em tua vida, ao inexistir
Da mesma, porque nós,
Tua cria, te somos eternos.
Pois tu, mãe és esta
Constante doação de vida,
Em multiplicar de seres,
Amando a todos como
Se um único.

Para ti, não existem
José, Maria, João,
Mas sim meus doces
E ternos meninos:
Quer de bebê de colo
E/ou adulto no colo.
Sempre nos afagando
Com tua suave ternura,
Repleta de toda meiguice
Materna, a carinhosamente
Nos chamar de meus
Defendendo-os contra
Tudo e contra todos,
Nem que para isso te
Custe a tua própria vida.

Desde nossa meninice,
Sempre a nos envolver
Em milhões de abraços,
Protegendo-nos com teus
Santos braços, seguindo
Todos os passos, para que
Nada de mal nos aconteça,
Educando-nos para não
Sermos do mundo,
Assim se foi nossa primeira
Infância.

Vem-nos a  adolescência,
E aí, tu estás, mãe, a nos
ensinar para que o mundo
Não nos envolva nos seus
Embaraços, para que nenhum
Dos teus  se percam
Nos pesadelos dos seus engodos,
E quando isso acontece,
A mãe maravilha nos resgata
Com seu amor incondicional

Foram-se os brinquedos,
Depois os sonhos dos
Jovens, e hoje vivemos
No mundo real dos adultos,
E tu, mãe, és a mesma,
Sem mudar nada:
Meiga, amável, esplêndida,
Maravilhosa, amiga,
Encantadora para com os
Teus meninos, quer
Estando no mesmo lar,
A olhar de horas, quando
Nossos quartos vazio de
Nós estão, aflitas, ficas,
Até que cheguem, ou
Em lares diferentes,
Aguardando seus
Preenchimentos.

Porque é de mãe
Ser assim:
Sermos Sempiterno
Criança, desta meiga
Amada-eterna mulher
Que nunca ver seus
Filhos crescerem.

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