sábado, 22 de julho de 2023

Manhã

Ter - 06.10.2018 - 12 h 16 m

Oitenta e nove!
Tu és o noventa
Do nosso dois mil
E dezoito, que apesar de
Muito tempo, tu és o
Mesmo Noventa do
Nosso setenta e nove.

Parece maluquice,
Ou até criancice,
Ou quem sabe meninice,
Ou talvez uma tolice,
Ou uma esquisitice,
Mas eu não vi meu
Filho Crescendo.

Eu chego à velhice
Sem te ver Crescer.
Não que eu tenha
Sido pai ausente.
E se ainda o fosse,
Não te veria
Crescido.

Por mais que  a tarde
E a noite te quiserem
Fazer Amanhã, com os
Teus ontem e hoje,
Tu me serás Sempre manhã:
Por mais que os outros
Assim não te vejam:

Filho amado querido meu.

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