quinta-feira, 12 de março de 2020

Presente do homem

Sáb 22.02 .2020 - 04 h 04 m

Na época que o total 
Ainda era nada 
E o não,
Só sim,
Talvez,
Fosse
Ainda; 

As trevas 
Eram tudo 
Que de luz 
Havia; 
Caos
Só caos 
Existiam,

Nos abismos 
Do princípio 
Ao fim 
De suas 
inexistências,
Pelo quando,
Sabe-se lá quanto.

Até que uma voz,
Rompendo o tempo,
Ecoa-se  naquele instante 
E dantes 
O que vivia 
Sem forma 
E vazio, 

Logo, se transforma em
Totalidade ou coisa alguma,
Ao comando  imediato 
Do seu 
Criador,
Com sim sim 
Não não, 

Nas vidas 
e coisas por 
Ele 
Estabelecidas,
Nas noites e dias 
De cada amanhecer,
Com sol e Lua pra se viver.

O completo estava perfeito, 
No que antes, 
Era só desordem, 
Até que a criação de sua 
Imagem e semelhança 
Começou a querer se desfazer
De sua integralidade,

Querendo comer 
O que não lhe fora devido, 
Jogou fora o paraíso, 
Pelo capitalismo 
Do poder e do querer ter 
Da cobiça: Desobedecendo 
Numa boa, ao seu Alfa e Ômega.

Não se dando por 
Satisfeito,
Reduziu a humanidade, 
Em um quarto, 
Cometendo 
O seu segundo 
Crime.

E ainda tem gente 
Por aí,
Dizendo que as coisas 
De agora 
São fatos que 
Revelam o fim 
Do mundo,

Como se o começo
Da existência desses 
Animais, 
Que se proclamam
Racionais, 
Já não fosse assim:
Coitadinho dos irracionais.

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