Sáb 22.02 .2020 - 04 h 04 m
Na época que o total
Ainda era nada
E o não,
Só sim,
Talvez,
Talvez,
Fosse
Ainda;
As trevas
Eram tudo
Que de luz
Havia;
Caos
Só caos
Existiam,
Nos abismos
Do princípio
Ao fim
De suas
inexistências,
Pelo quando,
Sabe-se lá quanto.
Até que uma voz,
Rompendo o tempo,
Ecoa-se naquele instante
E dantes
O que vivia
Sem forma
E vazio,
Logo, se transforma em
Totalidade ou coisa alguma,
Ao comando imediato
Do seu
Criador,
Com sim sim
Não não,
Nas vidas
e coisas por
Ele
Estabelecidas,
Nas noites e dias
De cada amanhecer,
Com sol e Lua pra se viver.
O completo estava perfeito,
No que antes,
Era só desordem,
Até que a criação de sua
Imagem e semelhança
Começou a querer se desfazer
De sua integralidade,
Querendo comer
O que não lhe fora devido,
Jogou fora o paraíso,
Pelo capitalismo
Do poder e do querer ter
Da cobiça: Desobedecendo
Numa boa, ao seu Alfa e Ômega.
Não se dando por
Satisfeito,
Reduziu a humanidade,
Em um quarto,
Cometendo
O seu segundo
Crime.
E ainda tem gente
Por aí,
Dizendo que as coisas
De agora
São fatos que
Revelam o fim
Do mundo,
Como se o começo
Da existência desses
Animais,
Que se proclamam
Racionais,
Já não fosse assim:
Coitadinho dos irracionais.
Valeu, poeta! a história da criação em formato poético. Show!
ResponderExcluirGrato nobre TF
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