domingo, 12 de abril de 2020

Trilogia do nada

Dom – 22.07.2001

- Oh! Amigo homem,
Que fazes tu, além do nada?
- Devasto floresta, com desmatamentos 
e queimadas;
- Diluo os rios com dejetos químicos 
e humanos;
- Poluo atmosfera com mais vastos 
típicos gasosos;
- Destruo meus pares, só para ficarmos 
no topo do ego,                                                                     
Com armas químicas, guerrilhas, fome 
e pestes,
Sobre o comando maquiavélico dos tiranos 
insanos do ter.

- Oh! Ínfimo esboço inacabado de 
espectro humano,
Fiz-te superior a toda as criaturas,
Mas nada aprendeste com teus ímpares,
E se não fosse o meu amor por eles,
Varreria tua espécie da face da terra.

- Oh! Terra,
- Onde está meu paraíso?
- Estou aqui SENHOR!
 - Vencendo o homem na desigual luta,
Na sincronização perfeita da ordem 
do tempo natural das Coisas,
Que tu me deste,                            
Desde a minha criação:

- Construindo floresta, sem que ninguém 
me plante;
- Matando a fome do errante homem;
- Fechando a porta de sua proteção;
- Purificando o ar de sua perversão;
- Aquecendo as noites frias de suas 
maldades.

- Oh! Homem Caim!
- Onde está o TEU IRMÃO ABEL?
- Não sei, Senhor!
- Por acaso sou seu guardião?

-  Oh! Abrão,
-  Onde está a terra prometida?
-   Aqui estou SENHOR!
-  Vencendo o destrutível homem,
Na mais perfeita harmonia de minha 
ilógica ótica,
Que tu me deste desde minha concepção.
-  Jorrando água DE TUA FONTE ETERNA,
Sem que ninguém me encha;
-  Abastecendo mares, oceanos, rios.....
Do impuro homem;
-  Saciando sua maldita sede;
Embelezando teu paraíso
De cascatas, florestas, oásis......
Que o estúpido homem insiste
Torná-lo natureza morta.

-  Oh! AMADO FILHO MEU!
- ONDE ESTÁ À NOVA JERUSALÉM!
- AQUI ESTÁ,
- MEU PAI AMADO!
- Cuidando, com leite e mel, 
Do esboço inacabado do nada,                                                                                 
Que o fizeste tua imagem e semelhança,
 Só para cuidar de tudo.

- Oh! Terra!
Que belo companheiro te arranjei,
Mas minha é a vingança,
Por isso todo amigo do ter,
Só ao pó voltará a ser.

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