Dom –
22.07.2001
- Oh! Amigo homem,
Que
fazes tu, além do nada?
- Devasto floresta, com desmatamentos
e queimadas;
- Diluo os rios com dejetos químicos
e humanos;
- Poluo atmosfera com mais vastos
típicos gasosos;
- Destruo meus pares, só para ficarmos
no topo do
ego,
Com armas
químicas, guerrilhas, fome
e pestes,
Sobre o
comando maquiavélico dos tiranos
insanos do ter.
- Oh! Ínfimo esboço inacabado de
espectro humano,
Fiz-te
superior a toda as criaturas,
Mas nada
aprendeste com teus ímpares,
E se não
fosse o meu amor por eles,
Varreria tua
espécie da face da terra.
- Oh! Terra,
- Onde está meu paraíso?
- Estou aqui SENHOR!
- Vencendo o homem
na desigual luta,
Na sincronização
perfeita da ordem
do tempo natural das
Coisas,
Que tu me deste,
Desde a
minha criação:
- Construindo floresta, sem que ninguém
me plante;
- Matando a fome do errante homem;
- Fechando a porta de sua proteção;
- Purificando o ar de sua perversão;
- Aquecendo as noites frias de suas
maldades.
- Oh! Homem Caim!
- Onde está o TEU
IRMÃO ABEL?
- Não sei, Senhor!
- Por acaso sou seu guardião?
- Oh! Abrão,
- Onde está a terra prometida?
- Aqui estou SENHOR!
- Vencendo o destrutível homem,
Na mais perfeita harmonia de
minha
ilógica ótica,
Que tu me deste desde minha
concepção.
- Jorrando água DE TUA FONTE ETERNA,
Sem
que ninguém me encha;
- Abastecendo mares, oceanos, rios.....
Do
impuro homem;
- Saciando sua maldita sede;
- Embelezando teu paraíso
De
cascatas, florestas, oásis......
Que o estúpido homem insiste
Torná-lo natureza morta.
- Oh! AMADO FILHO MEU!
- ONDE ESTÁ
À NOVA JERUSALÉM!
- AQUI ESTÁ,
- MEU PAI AMADO!
- Cuidando, com leite e mel,
Do
esboço inacabado do nada,
Que o fizeste tua imagem e semelhança,
Só para cuidar de tudo.
- Oh! Terra!
Que
belo companheiro te arranjei,
Mas minha é a vingança,
Por isso todo amigo do ter,
Só ao pó voltará a ser.
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