Sab - 23.01.2021 - 12 h 47 m
A Canção do Africano, que O
Navio Negreiro entoava,
Trazia: Vozes d'África à América.
Ô Adormecida Antítese Confidência,
No sem Amemos! Dama Negra,
Impondo A Cruz da Estrada Fábula,
Onde estão As Duas Flores, agora?
Foram-se com Os Anjos da Meia Noite,
Renegando-lhe O Amar e Ser Amado, nas
Espumas Flutuantes da vida,
Deixando O Coração
Esquecido, sem O Laço de Fita,
Rasgado sem O "Adeus" de Teresa,
Instigando Minhas Saudades
Com Hinos do Equador. Onde Estás
O Ode ao Dois de Julho?
De Curralinho o levaste
E ao novo mundo o apresentaste:
Com Pedro Ivo reescrevendo
A saga: O livro e a América,
Sem Mocidade e Morte, tão cedo,
Transformando o Quando Eu Morrer:
Recanto da Canção de Boêmio, que
Ora O gondoleiro do Amor canta:
Aos nobres filhos da África que,
Levados ao ostracismo do silêncio,
Voz de Castro Alves se fizeram,
Ensejando flutuar, nas espumas, os
Seus elegantes voos de condores...
Sem dores.
Meu ilustre bardo Ademir, este belíssimo e intelectual poema baseado nas obras do Poeta dos Escravos, Castro Alves, é simplesmente maravilhoso. Parabéns por sua verve poética.
ResponderExcluirParabéns pelo seu conhecimento poético de Castro Alves e por ser cadeira cativa deste blog
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