sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Comndor

 Sab - 23.01.2021 - 12 h 47 m


A Canção do Africano, que O

Navio Negreiro entoava,

Trazia: Vozes d'África à América.

Ô Adormecida Antítese Confidência, 

No sem Amemos! Dama Negra,

Impondo A Cruz da Estrada Fábula,

Onde estão As Duas Flores, agora?


Foram-se com Os Anjos da Meia Noite,

Renegando-lhe O Amar e Ser Amado, nas

Espumas Flutuantes da vida,

Deixando O Coração

Esquecido, sem O Laço de Fita,

Rasgado sem O "Adeus" de Teresa,

Instigando Minhas Saudades

Com Hinos do Equador. Onde Estás

O Ode ao Dois de Julho? 


De Curralinho o levaste

E ao novo mundo o apresentaste:


Com Pedro Ivo reescrevendo

A saga: O livro e a América,

Sem Mocidade e Morte, tão cedo,

Transformando o Quando Eu Morrer:

Recanto da Canção de Boêmio, que

Ora O gondoleiro do Amor canta:


Aos nobres filhos da África que,

Levados ao ostracismo do silêncio,

Voz de Castro Alves se fizeram,

Ensejando flutuar, nas espumas, os

Seus elegantes voos de  condores...

Sem dores.

2 comentários:

  1. Meu ilustre bardo Ademir, este belíssimo e intelectual poema baseado nas obras do Poeta dos Escravos, Castro Alves, é simplesmente maravilhoso. Parabéns por sua verve poética.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Parabéns pelo seu conhecimento poético de Castro Alves e por ser cadeira cativa deste blog

      Excluir