Qua - 30.12.2020 - 20 h 45 m
Enquanto o tempo
Olhava o vento,
Sozinho,
Movendo o balanço,
Sem ninguém sentado
Nele,
Silencioso e frio.
Começou a
Instigá-lo:
Como sentiriam, agora,
Os morros dos
Teus ventos uivantes,
Se te vissem, parado e triste?
Eles ficariam
Silenciosos e tristonhos,
Mais ainda,
Se olhassem
Pelos teus portais o que
Juntos tantas vezes
Testemunhamos,
Neste parque
Chamado saudade,
Quando eu era, apenas,
Brisa, a tocar de rostos
Paternos e dos demais
A balançar de seus
Filhos, netos e doutros mais,
Nesse florindo jardim
Da vida, felizes,
Sem você se contar,
Comigo permanecendo estáticos,
Olhando os seus sorrisos,
Mesmo sabendo
Que um dia passariam.
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