Dom - 28.02.2021 - 16 h 59 m
Viva o nosso oxente, vixe
E oxe também,
Que já nos faz oriente,
Nos tornando arretado,
Feito cabra da peste,
Sem precisar seguir
Ninguém.
Sacudindo a poeira
Do vento,
Tirando onda
Da onda,
Parando ponteiros
Do tempo,
Do mundo sendo portão,
Apeando vaca,
Para ordenha,
Com laço de cascavel,
Bebendo leite mugido,
Na xícara do seu xodó,
Na porteira do curral,
Sem arrudia.
Fazendo da seca
Canção,
Poesias dos
Nossos invernos,
Sempre seguindo em frente,
Sem nunca o retrovisor olhar.
Visse!
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