Ter - 30.03.2021 - 07 h 31 m
AdemirÁvel versejar
Em
Que faces
Beijas tu, hoje,
O ósculo mortal que
Em Cristo há séculos deste,
Em cortar de cabelos de Sansão,
Que nos diga Caim agora, sem Abel,
Entre punhais outros de até tu Brutus
Com cavalo troiano dado a grego,
Na maçã serpentina do paraíso,
Na mordida ingênua de
Branca de Neve,
Sem trinta
Moedas.
Apreço,
Sem preço
Por Betsabá que
Davi de Urias cobrou;
A falsa história de Desdêmona,
Narrada por Lago ao moura Otelo,
Matando a sua amada com seu ódio,
Tudo isso já teria um outro desfecho,
Se em lugar de acumulares pedras,
Que ainda guardas, para jogares
Com teus ventos maliciosos,
Buscasses as verdades
Sem enganos
Teus.
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