Seg - 25.03.2003
Desculpe-nos, Minha menina,
Por permitirmos que os outros intelectuais
Tenham te imputado tamanha barbárie,
Livremente, no teu momento de fragilidade,
Quando Deus a ti nos presenteou, novamente.
Querendo te poupar, pouco te incomodamos,
Enquanto isso, os assassínios do silêncio
Ao nada te resumia, esvaziando-te
De todos que te amavam, tornando-te só,
Dividida, inexistente...................................
E nós, passivamente, sem nada notarmos,
Pouco fazíamos
Nem o mais puro sentimento materno
Deixaram-te viver, no martírio de tua agonia.
Trastes humanos!
Que espécie de bichos homens são!
Vampiros de mente humana!
Perdoe-nos, Minha menina!
Quando nos disses: Ainda não foi dessa vez!
Todos nós ganhamos, só eles perderam.
Brincamos....................................................
Ficamos nós três a conversarmos
De nós quatro.
Saímos felizes desse encontro,
Pois tu nos disseras:
Só você para mim fazer rir.
Quisemos ver-te outro final de semana,
Para te presentear com "mulher e Ícaro".
Mas o tempo nos dizia, amanhã, talvez!
Enquanto tu só tinhas o ontem,
Pois o teu hoje,
Aos algozes inescrupulosos pertenciam
Éramos tanto, E fomos tão pouco,
Por isso, somos co-autores
Dessa tua história.
Eram tão pouco, e se fizeram tantos,
Por isso são autores desta tua sina.
Ao tirarem a pedra dos seus caminhos
Tornaram-se rocha de tropeços
De si mesmos.
Por isso, perdoe-nos, Doce menina,
Por esses tão poucos Caim
Terem feitos vencedores de ti mesma,
Fazendo perdedores de nós mesmos.
Pois nesta história-sina,
Todos perderam, até eles!
SÓ DEUS GANHOU
A TER-TE DE VOLTA,
DOCE MENINA!
Foi curta a nossa convivência,
Mais valeu muito sermos parte de ti.
Um beijo de todos nós que te amamos,
E até qualquer dia com Cristo,
DOCE MENINA.
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