domingo, 9 de outubro de 2016

Vaqueiro nordestino

sab - 08.10.2016 - 19 H 30 M

O vaqueiro nordestino,
Cabra da peste feito menino,
No seu alazão suado,
Tange seu gado surrado,                                                              
Fazendo dos campos fechados,
Suas pistas, sem derribas,
Nas buscas dos bois  fujões,
Com gibão, aboio e raça,
Onde o gado é sua sorte,
E nunca o seu esporte.

Correndo um quarto de milha,
No seu PANGARÉ, sem demora,
Comendo um quarto do milho,
Na MOCHILA, sem haras,
No carinho do seu dono,
Parceiro de suas horas,
Na simbiose cavalo-boi-homem.

Onde seu único bem
É seu animal que não há preço,
Na prece dos seus aboios,
Nas pressas de suas lidas,
Na sombra do seu descanso,
Chamando cada um seu nome,
Sem nunca valeu o boi,
No canto do seu chocalho,
Sem troféu e prêmio pra exibir,
Mas saga de bravura pra contar,
Sem homem e cavalo com boi a derrubar.

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